Cordões Carnavalescos

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Antigos cordões carnavalescos (Fonte: Iba Mendes)

Na História do Carnaval, tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, os cordões aparecem com muito destaque. A partir da segunda metade do século XIX, eram formados por grupos de foliões que invadiam as ruas durante os dias de Carnaval.

Conduzidos por um mestre, obedecendo a um apito de comando e dançando ao som de instrumentos de percussão, os foliões invadiam as ruas usando máscaras de velhos, palhaços, diabos, rainhas, índios, baianas, etc. O estandarte era o destaque de um cordão, pela confecção e pela maneira com que eram apresentados, pintados ou bordados à mão com fios de ouro.

No Rio, os primeiros registros de cordões são de 1886, com a fundação do Estrela da Aurora. Um dos mais famosos foi o Rosa de Ouro, para o qual Chiquinha Gonzaga fez a música Ó abre alas. Em 1902, cerca de 200 cordões foram licenciados pela polícia. Com o passar dos anos, os ranchos começam a substituir os cordões no Carnaval carioca.

Em São Paulo, o primeiro registro de cordão carnavalesco é de 1914, quando Dionísio Barbosa, negro e filho de escravos, criou o Grupo Carnavalesco da Barra Funda que depois deu origem à Escola de Samba Camisa Verde e Branco. Dionísio esteve no Rio de Janeiro e ficou fascinado pelo Carnaval carioca. Utilizando o conhecimento adquirido como aluno do Liceu de Artes e Ofício, fez os instrumentos para o cordão.

Os cordões surgiram em bairros de grande concentração operária da cidade, como o Vai Vai, na Bela Vista. Depois os cordões carnavalescos se transformaram nas atuais Escolas de Samba de nossa cidade.

23 de fevereiro de 2012. • Comente!






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