23
fev/12

Cordões Carnavalescos

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Antigos cordões carnavalescos (Fonte: Iba Mendes)

Na História do Carnaval, tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo, os cordões aparecem com muito destaque. A partir da segunda metade do século XIX, eram formados por grupos de foliões que invadiam as ruas durante os dias de Carnaval.

Conduzidos por um mestre, obedecendo a um apito de comando e dançando ao som de instrumentos de percussão, os foliões invadiam as ruas usando máscaras de velhos, palhaços, diabos, rainhas, índios, baianas, etc. O estandarte era o destaque de um cordão, pela confecção e pela maneira com que eram apresentados, pintados ou bordados à mão com fios de ouro.

No Rio, os primeiros registros de cordões são de 1886, com a fundação do Estrela da Aurora. Um dos mais famosos foi o Rosa de Ouro, para o qual Chiquinha Gonzaga fez a música Ó abre alas. Em 1902, cerca de 200 cordões foram licenciados pela polícia. Com o passar dos anos, os ranchos começam a substituir os cordões no Carnaval carioca.

Em São Paulo, o primeiro registro de cordão carnavalesco é de 1914, quando Dionísio Barbosa, negro e filho de escravos, criou o Grupo Carnavalesco da Barra Funda que depois deu origem à Escola de Samba Camisa Verde e Branco. Dionísio esteve no Rio de Janeiro e ficou fascinado pelo Carnaval carioca. Utilizando o conhecimento adquirido como aluno do Liceu de Artes e Ofício, fez os instrumentos para o cordão.

Os cordões surgiram em bairros de grande concentração operária da cidade, como o Vai Vai, na Bela Vista. Depois os cordões carnavalescos se transformaram nas atuais Escolas de Samba de nossa cidade.

22
fev/12

Lavapés – A Escola de Samba mais antiga de SP

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Foto: divulgação.

A mais antiga escola de samba paulistana, ainda em atividade na capital, é a Sociedade Recreativa Beneficente Escola de Samba Lavapés (SRBE Lavapés), fundada em 9 de fevereiro de 1937, na região da Liberdade que, no passado, foi um famoso núcleo cultural, refúgio de festas e local de sambistas famosos.

A escola já foi sete vezes campeã do Grupo Especial. Com o passar do tempo, não conseguiu acompanhar a evolução das escolas concorrentes e foi rebaixada.

Uma das principais características da escola é seu valor histórico: a SRBE Lavapés é herdeira da forma de batucar paulistana, originária de batuques nascidos das mãos de escravos e ex-escravos. A fundadora da Lavapés, Madrinha Eunice, era frequentadora assídua dessas festas de época e, filha de escravos.

A difícil vida de luta da Madrinha Eunice deu uma característica especial à história de fundação da escola. O nome “Madrinha” se deve ao fato dela ter batizado 41 crianças, sendo a última delas, o filho de Rosemeire Marcondes, sua neta de criação e atual presidente da SRBE Lavapés.

A Lavapés fez história no Carnaval paulistano sendo a primeira escola de samba a desfilar com uma comissão de frente feminina e a primeira a trazer um casal de mestre sala e porta bandeira.

21
fev/12

Carnaval 2012: Desfile Escola de Samba Mancha Verde

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A festa no Sambódromo do Anhembi estava belíssima. Fiz questão de acompanhar o desempenho das escolas de samba de São Paulo. Foi um grande prazer desfilar, mais uma vez, na Escola de Samba Mancha Verde, que brilhou na avenida. Agora é ficar na torcida e esperar para conhecermos a grande campeã do Carnaval 2012. Parabéns às escolas paulistanas por mais um fantástico Carnaval!

20
fev/12

A história do Carnaval de São Paulo

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Os primeiros indícios da história do Carnaval no Brasil surgem em 1723, com os portugueses. Na época, a festividade era chamada Entrudo, com brincadeiras que variavam de aldeia para aldeia. O que viria a ser o Carnaval, dos dias de hoje, se desenvolveu de forma diferente em diversos locais.

Na cidade de São Paulo, surgiu sob forte influência das populações que migravam do campo para a cidade. Assim, o samba paulistano é conhecido como “samba do trabalho”, enquanto o samba carioca é reconhecido como “samba da diversão”.

A história do samba paulistano começa com Dionísio Barbosa, um filho de escravos e um dos primeiros negros nascidos livres no Brasil. Ele uniu a expressão do interior paulista com a influência do samba do Rio de Janeiro e, em 1914, reuniu sua família nas ruas da cidade para festejar, cantar e tocar o samba que iniciou a tradição dos cordões. Dionísio é precursor da Escola de Samba Camisa Verde e Branco.

A Prefeitura de São Paulo teve sua primeira participação na festividade em 1934, promovendo o primeiro desfile carnavalesco dos cordões existentes.

Na década de 50, surgem as primeiras Escolas de Samba. Em 1967, o então Prefeito José Vicente Faria Lima sanciona a Lei 7.100, regulando a realização do Carnaval pela Prefeitura.

No ano seguinte, em 1968, ocorre o primeiro desfile oficial das Escolas de Samba, na Avenida São João, com a Nenê de Vila Matilde como primeira campeã. A partir daí, o Carnaval paulistano foi ganhando força.

Principais acontecimentos no Carnaval Paulistano de 1950 aos dias atuais:

Na década de 50, o Carnaval de São Paulo era pequeno e a Escola de Samba que mais se destacava era a Lavapés, com muitos títulos.

Em 1965, é dado o primeiro passo para a profissionalização e os desfiles passaram a ser transmitidos por rádio, ganhando o respeito das instituições de cultura da cidade.

Na década de 70, surgem novas escolas de samba e em 1972, os cordões acabam.

Em 1985, a Secretaria de Turismo e a União das Escolas de Samba de São Paulo anunciam que a vencedora do Carnaval Paulistano desfilaria no Rio de Janeiro. A Campeã foi a Nenê de Vila Matilde, que se tornou a primeira e única Escola paulistana a desfilar no Sambódromo, na Marquês de Sapucaí.

Na década de 90, surge o Sambódromo do Anhembi, criado na gestão da Prefeita Luiza Erundina. A partir daí, o Carnaval paulistano não parou de crescer.

O Carnaval em São Paulo, na Avenida Paulista, em 1918. (Fonte: Iba Mendes)

19
fev/12

Horário dos Desfiles do Rio de Janeiro – Carnaval 2012

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Foto Divulgação

Depois de acompanhar o Carnaval de São Paulo, no Sambódromo do Anhembi, começam os desfiles da Escolas do Rio, na Marquês de Sapucaí.

Para não perder os desfiles cariocas, confira a seguir os horários das escolas do Rio de Janeiro.

19/2 – Domingo

21h – Renascer de Jacarepaguá

22h05 – Portela

23h10 – Imperatriz Leopoldinense

0h15 – Mocidade Independente de Padre Miguel

1h20 – Porto da Pedra

2h25 – Beija-Flor de Nilópolis

3h30 – Unidos de Vila Isabel

20/2 – Segunda

21h – São Clemente

22h05 – União da Ilha do Governador

23h10 – Salgueiro

0h15 – Mangueira

1h20 – Unidos da Tijuca

2h25 – Acadêmicos do Grande Rio


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